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A mostrar mensagens de novembro, 2023

Fragmento 002

... nistrador, era o João Lourenço, era de Santa Comba, era de uma boa família, tem (os)  parentescos muito afastados.  Também tinha uma governante-geral que era de Fontes, chamava-se Maria Rita, diziam que era uma Santa Mulher. Nesse tempo antigo havia muita fome pois o vinho não dava dinheiro nenhum e a governanta do fidalgo matava a fome a toda a gente com coisas dos campos, e hortas, e frutas.  Há sessenta e cinco anos atrás, ainda me lembro de conhecer pessoas muito velhas que iam a minha casa e me contavam tudo antigo, e que já outras pessoas antigas lhes tinham contacto, dessas pessoas velhinhas havia um casal muito idoso que era a Ana dos Socos e Manuel dos Socos, este Manuel dos Socos era o que nos fazia a enxertia (poda) este não comia carnes de qualquer qualidade, eu era que (m) levava o comer à vinha, estes ainda têm parentescos muito pouco afastados. Eu ainda tinha o super-mercado (Torrão de Açucar) quando uma filha de 84 anos faleceu, chamava-se Sra M...

Fragmento 001

Em Santa Comba de Penaguião existe uma casa muito antiga, solarenga, fidalga e brasonada, outrora e hoje. É a Casa de Santa Comba  (ou) Casa Grande.   Este solar pertencia a um Dom Francisco da Cunha Coutinho de Melo e Faro, Moço fidalgo da Casa Real.  Este nome (Dom Francisco da Cunha Coutinho de Melo e Faro, Moço fidalgo da Casa Real)  não era conhecido por este povo (Santa Comba de Lobrigos) , mas sim como casa do Fidalgo. Mas no Adro da Igreja de S. Miguel de Lobrigos existia lá um jazigo-capela feito em cantaria muito bonito com um portão em ferro com grades. Eu em pequeno era muito curioso, então ia la espreitar, via -se três urnas; e numa delas lia-se as seguintes legendas em letras douradas: aqui jaz Dom Francisco da Cunha Coutinho de Melo e Faro, Moço Fidalgo da Casa Real, agora as outras duas urnas não diziam nada, penso eu que seriam dos pais dele. Este fidalgo estava sempre em Lisboa e no estrangeiro, mas tinha um administrador que governava toda a quinta...